Crisma
O óleo na Sagrada Escritura
Antes de ser matéria da Confirmação, o óleo já era, no Antigo Testamento, sinal da unção de reis, sacerdotes e profetas pelo Espírito de Deus.
- Parágrafos
- CIC 436, 1289
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No Antigo Testamento, ungir com óleo era o gesto que consagrava alguém — ou algo — a uma missão especial vinda de Deus. Reis como Saul e Davi foram ungidos por profetas em nome do Senhor (cf. 1Sm 10,1; 16,13), sacerdotes eram consagrados com óleo para o serviço do culto, e o próprio termo hebraico "mashach" (ungir) deu origem à palavra "mashiach", isto é, "ungido", "Messias" — o título que os judeus aplicavam ao libertador esperado e que os cristãos reconhecem plenamente realizado em Jesus Cristo.
O óleo usado nessas unções não era um produto qualquer: a Escritura descreve um óleo sagrado, composto de azeite de oliva e especiarias como mirra, cinamomo e cássia, reservado exclusivamente ao uso litúrgico e à consagração de pessoas e objetos do culto (cf. Ex 30,22-33), numa distinção clara entre o que é sagrado e o que é de uso comum. Simbolicamente, o óleo passou a significar a força e a alegria do Espírito de Deus derramado sobre quem era ungido.
É nesse pano de fundo bíblico que se compreende por que a Igreja escolheu justamente o óleo — o santo crisma — como matéria da Confirmação: assim como reis, sacerdotes e profetas eram ungidos para uma missão, o crismando é ungido para participar mais plenamente da missão real, sacerdotal e profética de Cristo, fortalecido pelo mesmo Espírito Santo que os ungidos do Antigo Testamento prefiguravam.
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