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CompêndioCatólico

Calendário Litúrgico

Domingo da Divina Misericórdia

O segundo domingo de Páscoa, dentro da Oitava Pascal, foi dedicado por João Paulo II à Divina Misericórdia pelo decreto Misericors et miserator (5 de maio de 2000), em resposta ao pedido registrado por Santa Faustina Kowalska; o dia recebeu depois uma indulgência plenária.

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Domingo da Divina Misericórdia
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Branco

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Segundo o "Diário" da religiosa polonesa Santa Faustina Kowalska, na noite de 22 de fevereiro de 1931, em sua cela no convento de Płock, Cristo lhe apareceu vestido de branco, com dois raios — um vermelho e um pálido — saindo de seu peito, e lhe pediu que pintasse uma imagem com a inscrição "Jesus, eu confio em Vós", acrescentando que essa imagem deveria ser solenemente abençoada no primeiro domingo após a Páscoa, que seria a "Festa da Misericórdia" (Diário, nn. 47-49). A primeira Missa durante a qual a imagem foi exposta ocorreu em 28 de abril de 1935, o segundo domingo de Páscoa, coincidindo com o encerramento do Jubileu da Redenção proclamado por Pio XI.

O pedido só se concretizou décadas depois. Em 1993, João Paulo II beatificou Faustina e, ao canonizá-la em 30 de abril de 2000 — segundo domingo de Páscoa daquele Ano Jubilar —, anunciou que o segundo domingo de Páscoa passaria a ser dedicado de modo especial à Divina Misericórdia. Poucos dias depois, em 5 de maio de 2000, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou o decreto Misericors et miserator, assinado pelo prefeito cardeal Jorge Medina Estévez e pelo secretário dom Francesco Pio Tamburrino, dando ao dia o nome oficial de "Domingo da Divina Misericórdia" e determinando sua observância em toda a Igreja.

Em 29 de junho de 2002, a Penitenciária Apostólica publicou novo decreto anexando ao dia uma indulgência plenária, sob as condições habituais (confissão, comunhão e oração nas intenções do papa), pedindo além disso que o fiel, diante de uma imagem devota de Cristo Misericordioso, recite o Pai-Nosso e o Credo e faça uma invocação à misericórdia, como "Jesus, eu confio em Vós". O mesmo documento prevê, para os enfermos e para quem não pode ir à igreja, a possibilidade de obter a indulgência unindo-se espiritualmente à celebração.

O dia já está compreendido dentro da Oitava Pascal, celebrada com o mesmo grau solene de "Domingo de Páscoa" durante toda a semana, mas ganhou textos próprios de Missa e alimentou uma devoção popular extensa, centrada na imagem de Jesus Misericordioso e na coroa (ou terço) da Divina Misericórdia, cujas orações Faustina registrou a partir de setembro de 1935, precedida de uma novena que começa na Sexta-feira Santa. Tornou-se uma das celebrações mais vivas do calendário contemporâneo.

Fontes

(4)
  • Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, decreto Misericors et miserator, 5 de maio de 2000
  • Penitenciária Apostólica, Decreto sobre as indulgências ligadas às devoções em honra da Divina Misericórdia, 29 de junho de 2002 (vatican.va)
  • Santa Faustina Kowalska, Diário, nn. 47-49 e 474-476
  • Santa Sé, homilia da canonização de Santa Faustina Kowalska, 30 de abril de 2000

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