Apologética
Um católico pode acreditar em reencarnação?
O Catecismo afirma explicitamente que "não existe reencarnação depois da morte": cada pessoa vive uma só vida terrena, seguida do juízo.
- Objeção
- Se a alma é imortal, por que a Igreja rejeita a possibilidade de ela renascer em outro corpo?
A ideia de reencarnação — a alma migrando, após a morte, para um novo corpo, humano ou não, numa sequência de vidas sucessivas — é comum a diversas tradições religiosas e filosofias orientais, e tem hoje presença considerável também na cultura ocidental, inclusive entre pessoas que se dizem cristãs. A Igreja Católica, no entanto, rejeita explicitamente essa possibilidade: o Catecismo afirma que, "terminado o único curso da nossa vida terrena, não retornaremos a outras vidas terrenas [...] Não existe 'reencarnação' depois da morte".
O fundamento bíblico citado é a Carta aos Hebreus: "aos homens está reservado morrer uma só vez, e depois disso o julgamento" (Hb 9,27) — um texto lido como afirmação da unicidade e irrepetibilidade da vida terrena de cada pessoa. Padres da Igreja como Agostinho, Jerônimo e Ambrósio já se opunham, nos primeiros séculos, a formas de doutrina da transmigração das almas então em circulação. A alternativa que a fé católica propõe à reencarnação não é a extinção, mas a ressurreição da carne: não uma nova vida terrena repetida, e sim a vida definitiva, unida para sempre a Deus ou dela separada, segundo o juízo particular de cada um.
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