Sacramentais
Medalha Religiosa
Pequeno objeto devocional, geralmente com a imagem de Cristo, Maria ou um santo, que — uma vez abençoado — serve como sinal de fé e lembrete da proteção divina invocada, nunca como amuleto.

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Medalhas como a Milagrosa (ver a categoria Nossa Senhora) ou a de São Bento (ver Orações) são sacramentais populares. Segundo o ensinamento da Igreja, sacramentais como estes "são sinais sagrados pelos quais, à imitação dos sacramentos, são significados efeitos principalmente espirituais, obtidos pela impetração da Igreja" (CIC 1667); por isso preparam a recepção dos sacramentos e santificam as diversas circunstâncias da vida, "nunca como amuleto com poder mágico independente da fé de quem a usa".
A origem da Medalha Milagrosa remonta às aparições relatadas por Santa Catarina Labouré (1806-1876), noviça das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, na capela da Rue du Bac, em Paris. Na aparição de 27 de novembro de 1830, a Virgem teria mostrado um quadro oval com a jaculatória "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós" e pedido que se cunhasse uma medalha "conforme este modelo". Catarina confiou o pedido ao seu confessor, o Pe. Jean-Marie Aladel, que o levou ao arcebispo de Paris, Dom Hyacinthe-Louis de Quelen. Após inquérito canônico, a cunhagem foi autorizada por decreto de 20 de junho de 1832; as primeiras 1.500 medalhas, gravadas pelo ourives Adrien Vachette, foram distribuídas no final daquele mês, em plena epidemia de cólera que vitimou mais de 18 mil pessoas em Paris. Os numerosos relatos de curas e conversões fizeram o povo chamá-la de "Medalha Milagrosa"; como era inicialmente "Medalha da Imaculada Conceição", a devoção antecedeu em mais de duas décadas a definição dogmática de 1854. O episódio mais célebre foi a conversão, em 1842, do judeu Afonso de Ratisbonne, que usava a medalha por desafio. Catarina Labouré foi canonizada por Pio XII em 1947.
A Medalha de São Bento é inseparável da fórmula medieval de exorcismo Vade retro satana ("Retira-te, Satanás"). O texto foi encontrado num manuscrito de 1415 na abadia beneditina de Metten, na Baviera; no século XVII, durante um processo de bruxaria, descobriram-se cruzes pintadas nos muros do mosteiro com as mesmas letras, então já esquecidas. A fórmula recebeu a aprovação do Papa Bento XIV e foi incorporada ao Ritual Romano em 1742. As inscrições da medalha são as iniciais de versos latinos: ao redor da cruz, "Crux sacra sit mihi lux / Non draco sit mihi dux" (C.S.S.M.L. / N.D.S.M.D.), nos ângulos "Crux Sancti Patris Benedicti" (C.S.P.B.), e a oração "Vade retro Satana; nunquam suade mihi vana: sunt mala quae libas; ipse venena bibas". A devoção difundiu-se sobretudo no século XIX, em parte pela atuação de Léon Dupont, o "santo homem de Tours".
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Os sacramentais e as exéquias cristãs
Catecismo
O capítulo final da segunda parte: os sacramentais instituídos pela Igreja e o significado litúrgico do funeral cristão.

Cruz de São Bento
Orações
Fórmula latina gravada na medalha de São Bento, tradicionalmente usada como proteção contra o mal.

Água Benta
Sacramentais
Água abençoada pela Igreja, usada como sinal de purificação e lembrança do Batismo.

Bênção
Sacramentais
Sacramental que invoca a proteção e a graça de Deus sobre pessoas, objetos ou ocasiões específicas.
