Música Sacra · Tema 6
Salve Regina
A mais conhecida das quatro antífonas marianas do Ofício Divino, cantada ao final de Completas e como oração final do Rosário.

- Idioma
- latim
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"Salve Regina, Mater misericordiae" ("Salve, Rainha, Mãe de misericórdia") é a mais popular das quatro grandes antífonas marianas do Ofício Divino — junto com Alma Redemptoris Mater, Ave Regina Caelorum e Regina Caeli. O texto é composto em prosa sonora, e o canto gregoriano o divide em membros de extensão silábica desigual. A oração invoca Maria como "vida, doçura e esperança nossa" e implora a sua intercessão maternal "depois deste desterro", na hora da morte, terminando na tríplice aclamação "O clemens, O pia, O dulcis Virgo Maria".
A datação e a autoria são objeto de discussão. O hino teria sido composto no século XI, e a crítica atual costuma favorecer a atribuição a Hermano Contracto, isto é, o beato Hermann de Reichenau (1013–1054), monge beneditino alemão, cego na maturidade, autor de obras de história, teoria musical, matemática e astronomia e de numerosos hinos. A ele se atribuem tradicionalmente também o Alma Redemptoris Mater e o Veni Sancte Spiritus. Outras candidaturas surgiram ao longo dos séculos: Pedro de Mezonzo, bispo de Compostela (c. 930–1003), que segundo a tradição galega a teria composto inspirado na imagem de Nossa Senhora dos Olhos Grandes, padroeira de Lugo; Adhemar de Monteil, bispo de Le Puy, morto em 1098; e Bernardo de Clairvaux. Os musicólogos, porém, tendem a considerá-la anônima.
A difusão litúrgica é bem documentada. O Salve Regina era usado como cântico processional em Cluny já por volta de 1135. Os cistercienses adotaram-no como cântico processional diário por volta de 1218 e como conclusão de Completas em 1251; dominicanos e franciscanos fizeram o mesmo na mesma época, e os carmelitas chegaram a usá-lo em lugar do último Evangelho da Missa. A invocação final "O clemens, O pia, O dulcis Virgo Maria" é tradicionalmente atribuída a Bernardo de Clairvaux, que a teria acrescentado de improviso em Espira (Speyer), ajoelhando-se; a lenda, contudo, é considerada duvidosa, pois os versos já aparecem em manuscritos anteriores ao episódio.
Na rubrica do Breviário Romano, o Salve Regina é cantado ao final de Completas — a última hora do dia — no período que vai das Primeiras Vésperas da festa da Santíssima Trindade até as Primeiras Vésperas do Primeiro Domingo do Advento; no restante do ano litúrgico usam-se as outras antífonas. O Salve Regina é também a oração final do Rosário. A tradição espiritual católica produziu numerosos comentários ao texto, entre eles os de Bernardo de Clairvaux, Anselmo de Lucca, Pedro Canísio e, no século XVIII, Afonso Maria de Ligório, que o tomou como fio condutor de sua obra As Glórias de Maria. Foi ainda incorporado, por Leão XIII, ao conjunto de orações recitadas ao fim da Missa rezada.
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Salve Rainha
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Sub Tuum Praesidium (À Vossa Proteção)
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O hábito de interromper as atividades três vezes ao dia — manhã, meio-dia e tarde — para rezar o Angelus ao toque do sino, recordando a Encarnação; no Tempo Pascal é substituído pela antífona Regina Caeli.
