Vida Litúrgica
Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão
Fiel leigo autorizado pelo bispo a distribuir a Eucaristia quando faltam ministros ordinários, instituído pela Igreja em 1973 para atender necessidades pastorais concretas.
Diferente do sacerdote, do diácono e do acólito instituído — ministros ordinários ou estáveis da Comunhão —, o ministro extraordinário da Sagrada Comunhão é um leigo designado apenas quando a necessidade concreta da comunidade o exige: grande número de fiéis a comungar, doentes impossibilitados de sair de casa, ou falta de clero suficiente. A figura foi criada pela instrução "Immensae Caritatis", publicada pela Sagrada Congregação dos Sacramentos em 29 de janeiro de 1973, que também facilitou a comunhão de doentes e idosos e abrandou, para eles, as normas do jejum eucarístico.
O cânon 230, §3 do Código de Direito Canônico prevê essa possibilidade "onde a necessidade da Igreja o aconselhar", cabendo ao pároco ou ao bispo diocesano designar e formar esses fiéis, geralmente por um mandato temporário e renovável. Entre suas funções mais visíveis está também levar a comunhão a doentes e pessoas idosas que não podem participar da Missa dominical, ligando a mesa eucarística da paróquia à casa de quem está impossibilitado de chegar até ela.
Mais de Vida Litúrgica

A Santa Missa: visão geral do Rito Romano
CIC 1345-1355
Estrutura da Missa no Rito Romano: Liturgia da Palavra e Liturgia Eucarística, emolduradas pelos ritos iniciais e finais.

Adoração ao Santíssimo Sacramento
CIC 1378-1381
Prática de oração diante da Eucaristia exposta, fundada na fé católica na presença real e permanente de Cristo nas espécies consagradas.

Os Ritos Iniciais da Missa
CIC 1348-1349
Sequência de abertura da Missa — canto de entrada, saudação, ato penitencial, Glória e oração coleta — que dispõe a assembleia para a celebração.

Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento
CIC 1378
Rito litúrgico em que a hóstia consagrada é exposta em ostensório para adoração pública e, ao final, usada para abençoar a assembleia.
