Igreja no Brasil
A Questão Religiosa (1872-1875)
Conflito entre bispos católicos ultramontanos e o governo do Segundo Reinado, girando em torno da presença de maçons nas irmandades religiosas.
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A Questão Religiosa foi um confronto institucional entre a Igreja Católica e o Estado brasileiro do Segundo Reinado, tendo como protagonistas os bispos Dom Vital Maria Gonçalves de Oliveira, de Olinda, e Dom Antônio de Macedo Costa, do Pará — ambos formados em Roma na corrente ultramontana, que defendia maior autonomia da Igreja diante do regalismo então praticado no país. O estopim foi a decisão desses bispos de suspender das irmandades e ordens terceiras os membros que fossem também maçons, o que a Coroa considerou usurpação de sua prerrogativa de padroado.
O governo imperial, chefiado pelo Visconde do Rio Branco — que era também Grão-Mestre da maçonaria brasileira —, reagiu processando os bispos por abuso de autoridade. Dom Vital foi condenado e chegou a ser preso em 1875, sendo depois anistiado. O episódio expôs as tensões estruturais do regime de padroado e é considerado um dos fatores que, poucos anos depois, contribuíram para a separação entre Igreja e Estado proclamada com a República.
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Direito de Padroado
Direito Canônico
Antigo privilégio, hoje extinto, pelo qual a Santa Sé concedia a reis e governantes o direito de apresentar candidatos a bispados e benefícios eclesiásticos em seus territórios, cabendo à Igreja a decisão final.

Santa Helena
Santos
Mãe do imperador Constantino, associada pela tradição à descoberta das relíquias da Vera Cruz em Jerusalém.

Santo Leão III
Papas
Papa que coroou Carlos Magno «Imperador dos Romanos» no Natal do ano 800, marco da restauração do Império do Ocidente.

Papa Estêvão IV
Papas
Papa que viajou à França para coroar pessoalmente Luís, o Piedoso, filho de Carlos Magno, reforçando o papel papal nas coroações imperiais.
