Igreja no Brasil
Irmandades e Confrarias no Brasil Colonial
Associações leigas de fiéis que organizaram culto, caridade e vida social nas paróquias do Brasil colonial, entre elas as Santas Casas de Misericórdia.
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Desde o século XVI, inspiradas em modelos portugueses, floresceram no Brasil colonial as irmandades e confrarias — associações de leigos organizadas em torno da devoção a um santo padroeiro, regidas por estatutos de compromisso que regulavam sua vida interna. A primeira delas, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Olinda, remonta a cerca de 1539, seguindo o modelo das Santas Casas portuguesas dedicadas à assistência aos pobres, doentes e órfãos.
Além da caridade, as irmandades organizavam festas e procissões em honra de seus padroeiros e serviam como importantes espaços de sociabilidade e ascensão social: algumas, como as devotadas a Nossa Senhora do Rosário, São Benedito ou Santa Efigênia, reuniam majoritariamente irmãos negros e mulatos, livres ou escravizados, enquanto outras concentravam a elite branca colonial. No auge do Ciclo do Ouro em Minas Gerais, no século XVIII, as irmandades leigas atingiram seu maior vigor econômico e artístico, financiando boa parte da arquitetura religiosa barroca da região.
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