Igreja no Brasil
Irmandades e Confrarias no Brasil Colonial
Associações leigas de fiéis que organizaram culto, caridade e vida social nas paróquias do Brasil colonial, entre elas as Santas Casas de Misericórdia.
Desde o século XVI, inspiradas em modelos portugueses, floresceram no Brasil colonial as irmandades e confrarias — associações de leigos organizadas em torno da devoção a um santo padroeiro, regidas por estatutos de compromisso que regulavam sua vida interna. A primeira delas, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Olinda, remonta a cerca de 1539, seguindo o modelo das Santas Casas portuguesas dedicadas à assistência aos pobres, doentes e órfãos.
Além da caridade, as irmandades organizavam festas e procissões em honra de seus padroeiros e serviam como importantes espaços de sociabilidade e ascensão social: algumas, como as devotadas a Nossa Senhora do Rosário, São Benedito ou Santa Efigênia, reuniam majoritariamente irmãos negros e mulatos, livres ou escravizados, enquanto outras concentravam a elite branca colonial. No auge do Ciclo do Ouro em Minas Gerais, no século XVIII, as irmandades leigas atingiram seu maior vigor econômico e artístico, financiando boa parte da arquitetura religiosa barroca da região.
Mais de Igreja no Brasil

A Primeira Missa no Brasil
Celebração eucarística realizada em 26 de abril de 1500, dias após a chegada da frota de Cabral, considerada o marco inicial do catolicismo no território brasileiro.

A Companhia de Jesus no Brasil Colonial
Os jesuítas, com destaque para Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, organizaram a catequese e a educação na colônia entre os séculos XVI e XVIII.

O Padroado Régio
Sistema pelo qual a Coroa portuguesa exerceu, por concessão papal, amplo controle administrativo sobre a Igreja no Brasil colonial e imperial.

A Separação entre Igreja e Estado (1890-1891)
O decreto republicano que extinguiu o padroado e instituiu a liberdade religiosa e a laicidade do Estado brasileiro.
