Igreja no Brasil
Comunidades Eclesiais de Base (CEBs)
Pequenos grupos de fiéis reunidos para oração, leitura bíblica e ação comunitária, surgidos no Brasil a partir do fim dos anos 1950 e impulsionados pela Conferência de Medellín (1968).
As Comunidades Eclesiais de Base surgiram no Brasil entre o fim da década de 1950 e o início dos anos 1960, a partir de experiências como a catequese popular de Barra do Piraí (1956) e o Movimento de Educação de Base, espalhando-se e ganhando força sobretudo nos anos 1970 e 1980. A II Conferência do CELAM, reunida em Medellín em 1968, deu a essas comunidades um lugar central ao propor a CEB como principal instrumento pastoral para viver, de forma comunitária, a "opção preferencial pelos pobres".
As CEBs nasceram numa conjuntura marcada pelo regime militar autoritário e pelo fechamento dos canais de participação política, encontrando na CNBB a cobertura institucional que lhes permitiu crescer mesmo sob vigilância do Estado. Em Olinda e Recife, por exemplo, Dom Hélder Câmara chegou a criar mais de 500 dessas comunidades, que cumpriram simultaneamente um papel de evangelização e de resistência à ditadura.
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