Igreja no Brasil
CIMI — Conselho Indigenista Missionário
Organismo vinculado à CNBB, criado em 1972 no auge da ditadura militar, que reorientou a atuação da Igreja junto aos povos indígenas rumo à defesa de seus direitos e culturas.
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O Conselho Indigenista Missionário nasceu em 23 de abril de 1972 como organismo anexo à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, num momento em que o Estado brasileiro, sob o regime militar, promovia grandes projetos de infraestrutura na Amazônia e defendia abertamente a integração forçada dos povos indígenas à sociedade nacional como única perspectiva possível. Diante disso, o Cimi propôs repensar a presença missionária católica junto aos indígenas, deixando para trás um modelo puramente catequético e assimilacionista.
Em sua primeira assembleia geral, realizada em 1975, o Cimi definiu suas linhas centrais de atuação — terra, cultura e autodeterminação —, favorecendo a articulação entre aldeias e povos e promovendo grandes assembleias indígenas que lançaram as bases da luta pelo direito à diversidade cultural no Brasil, muitas vezes em choque direto com a política de desenvolvimento do regime militar.
Fontes
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Santo Toríbio de Mogrovejo
Santos
Segundo arcebispo de Lima, no Peru colonial, célebre por suas extensas visitas pastorais e pela defesa dos povos indígenas; padroeiro do episcopado latino-americano.

Santos Isaac Jogues e Companheiros (Mártires da América do Norte)
Santos
Missionários jesuítas franceses do século XVII, martirizados por povos indígenas hostis à sua missão entre os hurões e iroqueses.

São José de Anchieta
Missões
Jesuíta espanhol conhecido como "Apóstolo do Brasil", catequista dos povos indígenas e cofundador da cidade de São Paulo.

São Junípero Serra
Missões
Frade franciscano espanhol que fundou nove das missões que deram origem a importantes cidades da Califórnia; figura hoje reavaliada de modo crítico por parte da historiografia quanto ao tratamento dos povos indígenas.