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Catecismo · Parte 55

O dogma da Santíssima Trindade

Como a Igreja, a partir da Revelação e não da razão sozinha, professa um só Deus em três Pessoas distintas e realmente iguais: Pai, Filho e Espírito Santo.

Parte
55
Parágrafos
CIC 232-267

Depois de expor a fé no Deus único, revelado a Israel, o Catecismo trata do «mistério central da fé e da vida cristã»: só Deus pode dar-nos a conhecer a si mesmo como Trindade, e é o que fez ao enviar seu Filho e o Espírito Santo. A Igreja recebeu essa revelação já na fórmula batismal — «em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo» (Mt 28,19) — e não «nos nomes», pois trata-se de um só Deus, não de três.

Para formular esse dogma sem trair nem a unidade divina nem a distinção real das Pessoas, a Igreja precisou desenvolver, ao longo dos primeiros concílios, uma terminologia própria — «substância», «pessoa» ou «hipóstase», «relação» — tomada de empréstimo à filosofia, mas com sentido teológico próprio. Assim se chegou à fórmula clássica: uma só substância, natureza ou essência divina em três Pessoas realmente distintas entre si, distintas apenas pelas suas relações de origem — o Pai gera o Filho, o Filho é gerado, o Espírito procede do Pai e do Filho.

O Catecismo conclui esse artigo lembrando que o fim último de toda a economia divina é fazer as criaturas entrarem na comunhão perfeita da Santíssima Trindade — razão pela qual a Igreja, desde o Batismo, insere cada cristão nessa própria vida trinitária.

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Fontes

  • Catecismo da Igreja Católica, Primeira Parte, Seção II, Capítulo I, Artigo 1, Parágrafo 2, nn. 232-267
  • Mateus 28,19

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