Catecismo · Parte 1
Primeira parte: A profissão da fé
A parte do Catecismo dedicada ao que a Igreja crê: da busca de Deus e da Revelação à resposta da fé, e a exposição dos Símbolos dos Apóstolos e niceno-constantinopolitano, artigo por artigo.

- Parte
- 1
- Parágrafos
- CIC 26-1065
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A Primeira Parte do Catecismo da Igreja Católica é intitulada «A profissão da fé» e ocupa os parágrafos 26 a 1065. Ela responde à pergunta «em quem e em que cremos» e, segundo a própria obra, expõe a fé «professada» — a primeira das quatro dimensões pelas quais o Catecismo se organiza (a fé professada, celebrada, vivida e rezada). Divide-se em duas Secções. A primeira, «Eu creio» – «Nós cremos» (nn. 26-184), considera o homem como «capaz» de Deus, isto é, o desejo de Deus inscrito no coração humano, seguido da Revelação com que Deus vem ao seu encontro e da resposta da fé, pessoal e eclesial. A segunda Secção, «A profissão da fé cristã» (nn. 185-1065), percorre o Símbolo artigo por artigo.
O Catecismo fixa, em primeiro lugar, os dois Símbolos que estruturam a exposição. O Símbolo dos Apóstolos é apresentado como «o antigo símbolo baptismal da Igreja de Roma», cuja autoridade vem de ter sido «o símbolo que guarda a Igreja romana, aquela em que Pedro, o primeiro dos Apóstolos, teve a sua cátedra» (nn. 194, citando Santo Ambrósio, *Explanatio Symboli*). A ele se soma o Símbolo niceno-constantinopolitano, que «deve a sua grande autoridade ao facto de ser proveniente desses dois primeiros concílios ecuménicos (dos anos de 325 e 381)» e continua a ser comum a todas as grandes Igrejas do Oriente e do Ocidente (n. 195). A exposição segue o Símbolo dos Apóstolos — «por assim dizer, o mais antigo catecismo romano» — completado por referências constantes ao niceno-constantinopolitano, em geral mais explícito (n. 196).
A segunda Secção organiza-se em três capítulos, distribuídos segundo as três Pessoas divinas: «Creio em Deus Pai» (nn. 198-421), sobre a criação e a queda; «Creio em Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus» (nn. 422-682), sobre a encarnação, a paixão, a morte, a ressurreição e a ascensão; e «Creio no Espírito Santo» (nn. 683-1065), que reúne a fé na Igreja, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna.
Vale situar a obra no seu contexto histórico. Em outubro de 1985, a Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, celebrada vinte anos após o encerramento do Concílio Vaticano II, pediu a composição de um catecismo de toda a doutrina católica. Em 1986, João Paulo II confiou a tarefa a uma comissão de doze cardeais e bispos presidida pelo então cardeal Joseph Ratzinger, coadjuvada por uma comissão de redação de sete bispos diocesanos e peritos em teologia e catequese. O texto foi promulgado pela Constituição Apostólica *Fidei depositum*, de 11 de outubro de 1992 — trigésimo aniversário da abertura do Concílio —, e a edição típica latina, revista e definitiva, foi aprovada pela Carta Apostólica *Laetamur magnopere*, de 15 de agosto de 1997.
Esta Primeira Parte é, portanto, a base doutrinal sobre a qual se assentam as três seguintes: o que a fé confessa, diz o Catecismo, os sacramentos comunicam-no (cf. n. 1692), e é a partir do Símbolo que se entende tanto a liturgia como a vida moral e a oração.
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