Catecismo · Parte 67
Os Dez Mandamentos na Sagrada Escritura e na Tradição
A introdução do Catecismo à segunda seção da Terceira Parte, sobre a origem bíblica do Decálogo e sua leitura permanente pela Tradição da Igreja.
- Parte
- 67
- Parágrafos
- CIC 2052-2082
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Antes de comentar cada um dos Dez Mandamentos individualmente, o Catecismo situa o Decálogo dentro da história da salvação: entregue por Deus a Moisés no Sinai como parte da Aliança com Israel, o Decálogo não é uma lista arbitrária de proibições, mas a explicitação, em dez palavras, das exigências fundamentais do amor a Deus e ao próximo — os três primeiros mandamentos voltados mais diretamente ao amor de Deus, os sete seguintes ao amor do próximo.
O texto insiste em que o Decálogo forma «uma unidade orgânica», em que cada mandamento remete ao conjunto: transgredir um só já fere toda a Lei, embora nem todos os mandamentos tenham o mesmo peso na hierarquia dos valores que exprimem. Explica também que a fidelidade à Escritura e o próprio exemplo de Jesus — que, ao jovem rico, remete diretamente aos mandamentos (Mt 19,16-19) — levaram a Tradição da Igreja a reconhecer ao Decálogo uma importância primordial na catequese moral cristã desde os primeiros séculos.
O capítulo fecha explicando por que, apesar de seu conteúdo já ser em grande parte acessível à razão pela lei natural, o cristão recebe o Decálogo à luz da graça: aquilo que Deus manda, ele mesmo torna possível de cumprir por meio de sua graça, articulando a exigência moral do Decálogo com a promessa da Nova Aliança.
Continue sua leitura
A Unidade do Decálogo
Mandamentos
O ensinamento de que os Dez Mandamentos formam um todo indivisível: transgredir gravemente um só compromete, de certo modo, toda a Lei.
O Decálogo e a Lei Natural
Mandamentos
A doutrina de que os Dez Mandamentos, embora revelados por Deus a Moisés, tornam explícita uma lei moral já inscrita na consciência de todo ser humano.
A Lei Nova e o Cumprimento do Decálogo
Mandamentos
O ensinamento de que Cristo, no Sermão da Montanha, não aboliu os Dez Mandamentos, mas os levou à sua plenitude, revelando exigências ainda mais profundas do coração.

O primeiro mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas
Crisma
Adorar somente a Deus pela virtude da religião, distinguindo latria, dulia e hiperdulia, e evitar a idolatria e a superstição.
