Catecismo · Parte 64
A Lei antiga e a Lei nova ou evangélica
O Catecismo sobre a Lei revelada a Israel e sua plenitude na Lei nova de Cristo, que interioriza os mandamentos pela graça do Espírito.
- Parte
- 64
- Parágrafos
- CIC 1961-1974
Depois de tratar da lei natural, o Catecismo expõe a «Lei antiga», isto é, os Dez Mandamentos e as demais prescrições reveladas por Deus a Israel por meio de Moisés. Embora ainda imperfeita — «uma pedagogia» que prepara e dispõe o povo para a conversão e a fé, sem por si só dar a força interior para cumpri-la —, a Lei antiga já expressa muitas verdades acessíveis à razão natural e permanece válida em seus preceitos morais, retomados e aprofundados por Cristo.
A «Lei nova», ou Lei evangélica, é «a perfeição, na terra, da lei divina, natural e revelada» realizada por Cristo, sobretudo no Sermão da Montanha: ela não abole a Lei antiga, mas a cumpre, ultrapassa e aperfeiçoa, elevando suas promessas às Bem-Aventuranças do Reino dos Céus e transformando seus mandamentos ao atingir a raiz dos atos, o coração.
O Catecismo insiste em que a Lei nova é, antes de mais nada, «a graça do Espírito Santo dada aos fiéis pela fé em Cristo» — uma lei de amor, de graça e de liberdade, não apenas um novo código externo, ainda que se exprima também em ensinamentos morais concretos, contidos nos Evangelhos e nas cartas apostólicas.
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