Cardeais
Josyf Slipyj
Arcebispo maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, preso e condenado ao Gulag por 18 anos, criado cardeal por Paulo VI em 1965.

- Ordem cardinalícia
- Cardeal-presbítero
- País
- Ucrânia
- Criação
- 1965
- Papa criador
- Paulo VI
Tamanho do texto
Josyf Slipyj nasceu em Zazdrist, na região de Ternopil, em 17 de fevereiro de 1892, e morreu em Roma em 7 de setembro de 1984. Foi um dos principais líderes da Igreja Greco-Católica Ucraniana: tornou-se primeiro reitor da Academia Teológica de Lviv e, em 1944, sucedeu ao metropolita Andrey Sheptytsky à frente da Igreja.
Com a ocupação soviética, recusou-se a aderir à Igreja Ortodoxa Russa oficial. Em 1945 foi preso e, após um ano de investigação, condenado por um tribunal militar sob as acusações de "traição à pátria" (artigos 54-1 e 54-11 do Código Penal da RSS Ucraniana) a oito anos de trabalhos forçados em campos do Gulag. Ao todo, passou 18 anos entre prisões soviéticas, campos e exílio. Durante esse período, entre 1953 e 1958, escreveu no exílio em Maklakovo uma obra em vários volumes sobre a história da Igreja universal na Ucrânia.
Em 1963, graças à intercessão de João XXIII e do presidente norte-americano John F. Kennedy, foi libertado e pôde deixar a União Soviética. Ainda naquele ano, em 23 de dezembro, recebeu o título de Arcebispo Maior, aprovado por Paulo VI. Foi nomeado cardeal em 25 de janeiro de 1965, com o título de cardeal-presbítero de Sant'Atanasio, sendo criado solenemente no consistório de 22 de fevereiro de 1965. Segundo a tradição de sua Igreja, chegara a ser secretamente nomeado cardeal já em 1949, o que só se tornou público depois.
No exílio romano, Slipyj tornou-se porta-voz da perseguição religiosa no bloco soviético, mas criticou a "Ostpolitik" vaticana, que considerava excessivamente branda com a Igreja Ortodoxa Russa. Defendeu persistentemente a criação de um patriarcado ucraniano com ele à frente, o que não foi atendido por Paulo VI nem por João Paulo II. Fundou um seminário ucraniano, erigiu a Igreja de Santa Sofia em Roma e a Universidade Católica Ucraniana. Ao morrer, foi homenageado publicamente por chefes de Estado, como registra a declaração oficial do presidente norte-americano Ronald Reagan.
Continue sua leitura

São Pio de Pietrelcina (Padre Pio)
Santos
Frade capuchinho italiano, conhecido pelo ministério da confissão e pela obra hospitalar Casa Alívio do Sofrimento.

São Maximiliano Kolbe
Santos
Frade franciscano polonês que se ofereceu para morrer no lugar de um prisioneiro no campo de concentração de Auschwitz.

Santa Dulce dos Pobres
Santos
Religiosa brasileira fundadora de obras assistenciais na Bahia, conhecida como "anjo bom da Bahia"; primeira mulher nascida no Brasil canonizada.

São Josemaría Escrivá
Santos
Sacerdote espanhol do século XX, fundador do Opus Dei, movimento voltado à busca da santidade na vida ordinária e no trabalho profissional.
