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Acender uma vela

Arte Sacra · Símbolo 20

O Turíbulo (Incensário)

O recipiente metálico suspenso por correntes em que se queima incenso durante celebrações solenes, sinal da oração que sobe a Deus.

O Turíbulo (Incensário)

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O turíbulo — do latim turibulum, de thus ou tus, "incenso" — é o recipiente em que se queima o incenso nas celebrações solenes. Costuma ter a forma de uma esfera cortada ao meio, onde se depositam o carvão incandescente e as pedras de incenso; essa base é fechada por uma tampa móvel, suspensa por correntes que se prendem a um anel superior. O manuseio cabe ao turiferário, auxiliado pelo naveteiro, que leva a naveta com o incenso a ser acrescentado durante o rito. Da etimologia vem também o nome do ministro: turiferário, "o que leva o turíbulo".

O gesto de incensar tem raiz bíblica explícita. O Salmo 141,2 pede que a oração suba como incenso à presença de Deus, e o Apocalipse descreve um anjo junto ao altar com um turíbulo de ouro, recebendo incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos (Ap 8,3). O incenso figura, ainda, entre os presentes dos magos ao Menino (Mt 2,11) e nos ritos do Templo de Jerusalém. O Cerimonial dos Bispos cita justamente esses dois textos — o Salmo 141 e o Apocalipse — para fundamentar o uso do incenso como sinal de reverência e de oração.

A Igreja distingue, com precisão técnica, os movimentos da incensação. O icto é o impulso único dado ao turíbulo para a frente; o ducto é a oscilação mais ampla, para diante e para trás. Segundo a Instrução Geral sobre o Missal Romano (n. 277) e o próprio Cerimonial dos Bispos, incensam-se com três ductos o Santíssimo Sacramento, as relíquias da santa Cruz e as imagens do Senhor expostas à veneração, as oblatas para o sacrifício, a cruz do altar, o Evangeliário, o círio pascal, o sacerdote celebrante e o povo. Com dois ductos — e apenas uma vez, depois da incensação do altar — incensam-se as relíquias e imagens dos santos expostas à veneração pública. A incensação do altar, por sua vez, faz-se com simples ictos: em toda a volta, quando o altar está separado da parede, ou alternadamente pelos lados direito e esquerdo, quando é encostado.

A Missa prevê o turíbulo em vários momentos: antes da procissão de entrada, antes da proclamação do Evangelho, no ofertório e, nas celebrações mais solenes, na consagração, quando um diácono deita incenso no turíbulo e incensa a hóstia e o cálice a cada elevação. O número três carrega o simbolismo trinitário, sinal de honra máxima; a distinção entre três e dois ductos serve, na prática, para graduar a solenidade conforme o que é incensado. Vale notar que os livros litúrgicos pós-conciliares simplificaram as normas minuciosas do Missal de São Pio V quanto ao número de golpes para cada autoridade ou objeto, de modo que certos usos difundidos — como o triplo sucessivo de três movimentos — não constam do rito ordinário.

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Fontes

  • Instrução Geral sobre o Missal Romano, n. 277 (ductos e ictos na incensação)
  • Cerimonial dos Bispos (uso do incenso como sinal de reverência e oração)
  • Secretariado Nacional de Liturgia (Portugal), «Ductos e ictos na incensação»
  • Salmo 141,2; Apocalipse 8,3; Mateus 2,11

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