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Apologética

Quando Jesus diz "isto é o meu corpo", ele estava falando apenas em sentido simbólico?

Em João 6, diante de discípulos escandalizados que se afastaram, Jesus repete e reforça, sem suavizar, que sua carne é "verdadeira comida".

Objeção
Jesus não estaria apenas usando uma figura de linguagem ao falar em comer sua carne e beber seu sangue?

Muitas tradições cristãs leem as palavras da instituição da Eucaristia ("isto é o meu corpo") e o discurso do Pão da Vida (João 6) como linguagem simbólica, semelhante a quando Jesus diz "eu sou a porta" ou "eu sou a videira". A Igreja Católica aponta um detalhe frequentemente citado nesse debate: ao contrário de outras metáforas de Jesus, quando os ouvintes em João 6 se escandalizam e começam a abandoná-lo — "como pode este dar-nos a comer a sua carne?" (Jo 6,52) —, Jesus não recua nem suaviza a afirmação para corrigir um mal-entendido, como fazia em outras ocasiões (cf. Jo 3,3-5; 4,32-34); ao contrário, ele a reforça: "a minha carne é verdadeiramente comida, e o meu sangue é verdadeiramente bebida" (Jo 6,55), e deixa que muitos discípulos se afastem definitivamente (Jo 6,66).

A Igreja lê esse episódio, somado às palavras quase idênticas da instituição da Eucaristia nos Evangelhos sinóticos e em 1 Coríntios 11,23-25, como fundamento para a doutrina da presença real: sob as espécies de pão e vinho, depois da consagração, está presente verdadeira, real e substancialmente o Corpo e o Sangue de Cristo, e não apenas um símbolo ou uma lembrança espiritual de sua pessoa.

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Fontes

  • João 6,51-58
  • 1 Coríntios 11,23-25
  • Catecismo da Igreja Católica, nn. 1373-1377

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