Apologética
É bíblico batizar crianças que ainda não têm consciência ou fé pessoal?
Os Atos dos Apóstolos registram o batismo de "famílias inteiras" — expressão que, no mundo antigo, incluía naturalmente os filhos de todas as idades.
- Objeção
- Como batizar um bebê que não pode professar fé pessoal nem se arrepender dos próprios pecados?
Correntes que praticam apenas o "batismo de crentes" (crianças mais velhas ou adultos, capazes de professar fé pessoal) apontam que o Novo Testamento sempre associa o batismo a uma resposta consciente de fé e conversão. A Igreja Católica responde que o Novo Testamento também narra o batismo de "casas" ou "famílias" inteiras — a de Lídia (At 16,15) e a do carcereiro de Filipos (At 16,33), entre outras —, e que, no mundo greco-romano do século I, o termo "oikos" (casa) incluía tipicamente filhos de todas as idades, o que torna bastante provável, para a tradição católica, que crianças estivessem entre os batizados.
Teologicamente, o Catecismo explica que o Batismo não é primeiro uma resposta humana, mas um dom gratuito de Deus que precede qualquer mérito: assim como as crianças nascem numa família e numa cultura antes de poderem escolhê-las, a Igreja entende que podem também nascer, pela fé dos pais e padrinhos que se comprometem a educá-las na fé, para a vida da graça, deixando para a idade adequada a confirmação pessoal dessa fé recebida — o próprio itinerário completado depois pela Crisma e pela Primeira Eucaristia.
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