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Santos

Santa Josefina Bakhita

Ex-escrava sudanesa que se tornou religiosa canossiana na Itália; padroeira do Sudão e das vítimas do tráfico de pessoas.

Santa Josefina Bakhita
Festa
8 de fevereiro
Nascimento
c. 1869, região de Darfur (Sudão)
Morte
8 de fevereiro de 1947, Schio (Itália)
Patronato
Sudão · Vítimas de tráfico humano e escravidão

Nascida por volta de 1869 na região de Darfur, no Sudão, foi sequestrada por traficantes de escravos aos sete ou oito anos de idade. O próprio nome "Bakhita" ("a afortunada", em árabe) lhe foi imposto pelos captores; ao longo de mais de dez anos, foi vendida repetidas vezes e sofreu graves maus-tratos, incluindo marcas rituais feitas à faca no próprio corpo.

Em 1883 foi comprada pelo cônsul italiano em Cartum, que a levou consigo à Itália e a confiou à família Michieli, em Mirano Veneto. Ali teve contato com as Irmãs Canossianas de Veneza, que a instruíram na fé; batizada em 1890 com o nome de Josefina, recusou-se a voltar ao Sudão com a família que a empregava, e um tribunal italiano reconheceu sua liberdade, já que a escravidão era ilegal na Itália.

Entrou para o Instituto das Filhas da Caridade Canossianas, professando os votos em 1896, e viveu o restante da vida no convento de Schio, dedicada à cozinha, à portaria e ao acolhimento dos pobres, sempre com grande serenidade apesar do sofrimento vivido. Morreu em 1947 e foi canonizada por João Paulo II em 1º de outubro de 2000, tornando-se padroeira do Sudão e das vítimas de tráfico de seres humanos.

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Fontes

  • João Paulo II, homilia de canonização (1º de outubro de 2000)
  • Martirológio Romano, 8 de fevereiro

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