Papas · 142º Papa
Papa João XVII
Romano de nome Giovanni Sicco, escolhido por João Crescêncio, que governou a Igreja por cerca de sete meses em 1003, entre a sombra da família Crescêncio e a missão evangelizadora de Bruno de Querfurt.

- Sucessão
- 142º Bispo de Roma
- Pontificado
- junho de 1003 – outubro de 1003
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João XVII (em latim Ioannes XVII; morto em 6 de novembro de 1003), nascido Giovanni Sicco, foi bispo de Roma e governante nominal dos Estados Papais por cerca de sete meses em 1003. Era filho de outro Giovanni Sicco e nasceu na região de Roma então chamada Biveretica. Antes de entrar no sacerdócio, fora casado e tivera três filhos que também abraçaram a vida eclesiástica: João, bispo de Praeneste; Pedro, diácono; e André, secundicério. Em 1040, os três filhos ergueram um epitáfio em Santa Prassede, declarando-se da família do papa Sicco.
Foi eleito em 16 de maio de 1003, sucedendo a Silvestre II. Sua eleição foi obra de João Crescêncio, nobre romano que detinha o poder efetivo na cidade em oposição ao imperador Otão III. Crescêncio procurava candidatos dóceis, cuja lealdade à família governante pesasse mais que qualquer ambição própria, e João XVII foi um dos pontífices "escolhidos e eclipsados" pelo patrício. Seu breve governo, porém, não foi inteiramente inerte: aprovou a missão chefiada por Bruno de Querfurt na Europa Oriental, e este ainda lhe pediu autorização para que seu companheiro Bento evangelizasse entre os eslavos.
Morreu em 6 de novembro de 1003 (alguns textos propõem o dia 9, sem consenso) e foi sepultado na Basílica de Latrão, entre as duas portas da fachada principal. Segundo João o Diácono, seu epitáfio começava afirmando: "aqui está o túmulo do supremo João, que se diz ser papa, pois assim foi chamado". Seu sucessor, João XVIII, também foi indicado por Crescêncio.
Sua numeração reflete as confusões medievais na sequência dos papas João. Tomou o número XVII em razão do antipapa João XVI, e alguns historiadores "corrigiram" seu número para XVIII ao supor a existência de um João XIV bis que nunca existiu de fato; por isso é por vezes grafado João XVII (XVIII). O erro na transmissão textual do verbete de João XIV no Liber Pontificalis é a raiz dessas discrepâncias, que só chegaram a XXIII embora tenham existido apenas vinte e um papas legítimos com esse nome.
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