Padres da Igreja
Leão Magno
Papa do século V cujo "Tomo a Flaviano" definiu a doutrina cristológica do Concílio de Calcedônia.

- Região
- Roma (Itália)
- Século
- V
- Também é
- Doutor da Igreja
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Leão foi eleito papa em 440 e governou a Igreja de Roma por 21 anos, num período de grave instabilidade política no Império Romano do Ocidente. Destacou-se como pregador e como defensor da unidade doutrinal da Igreja diante das controvérsias cristológicas que então dividiam o Oriente cristão.
Sua intervenção mais decisiva foi o chamado "Tomo a Flaviano" (449), carta doutrinal enviada ao patriarca de Constantinopla contra a heresia monofisista de Êutiques, que negava a plena humanidade de Cristo. Lido no Concílio de Calcedônia (451), o texto foi aclamado pelos bispos presentes como expressão fiel da fé apostólica sobre a união, "sem confusão, sem mudança, sem divisão e sem separação", das naturezas divina e humana em Cristo, tornando-se base da definição dogmática conciliar.
É também lembrado por ter dissuadido, em 452, o rei huno Átila de avançar sobre Roma, num encontro que a tradição transformou em símbolo da autoridade moral do papado diante do colapso do poder imperial. Morreu em 461 e foi proclamado Doutor da Igreja em 1754 pelo papa Bento XIV.
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