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Padres da Igreja

Leão Magno

Papa do século V cujo "Tomo a Flaviano" definiu a doutrina cristológica do Concílio de Calcedônia.

Leão Magno
Foto: Holger Uwe Schmitt — Wikimedia Commons, CC BY 4.0
Região
Roma (Itália)
Século
V
Também é
Doutor da Igreja

Leão foi eleito papa em 440 e governou a Igreja de Roma por 21 anos, num período de grave instabilidade política no Império Romano do Ocidente. Destacou-se como pregador e como defensor da unidade doutrinal da Igreja diante das controvérsias cristológicas que então dividiam o Oriente cristão.

Sua intervenção mais decisiva foi o chamado "Tomo a Flaviano" (449), carta doutrinal enviada ao patriarca de Constantinopla contra a heresia monofisista de Êutiques, que negava a plena humanidade de Cristo. Lido no Concílio de Calcedônia (451), o texto foi aclamado pelos bispos presentes como expressão fiel da fé apostólica sobre a união, "sem confusão, sem mudança, sem divisão e sem separação", das naturezas divina e humana em Cristo, tornando-se base da definição dogmática conciliar.

É também lembrado por ter dissuadido, em 452, o rei huno Átila de avançar sobre Roma, num encontro que a tradição transformou em símbolo da autoridade moral do papado diante do colapso do poder imperial. Morreu em 461 e foi proclamado Doutor da Igreja em 1754 pelo papa Bento XIV.

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Fontes

  • São Leão Magno, «Tomo a Flaviano» (449)
  • Atas do Concílio de Calcedônia (451)

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