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Compêndio CatólicoCatálogo de consulta · fé, doutrina e vida católica
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Jesus Cristo

A Kenose (o Esvaziamento de Cristo)

Doutrina, fundada no hino de Filipenses, de que o Filho de Deus, sem deixar de ser Deus, "esvaziou-se a si mesmo" ao assumir a condição humana e a obediência até a morte de cruz.

Tipo
Dogma cristológico
Referência bíblica
Filipenses 2,6-11
Parágrafos
CIC 461, 472

O termo vem do grego "ekénosen" (esvaziou-se), verbo usado no hino cristológico citado por Paulo: Cristo Jesus, "subsistindo em forma de Deus, não considerou como usurpação o ser igual a Deus; antes, aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens" e humilhando-se "até a morte, e morte de cruz" (Fl 2,6-8). A kenose não significa que o Verbo tenha deixado de ser Deus ao encarnar-se — o que seria contrário ao dogma da união hipostática —, mas que a divindade, em Cristo, escolhe manifestar-se por meio do rebaixamento, do serviço e da fraqueza aparente, e não pelo poder que os homens esperariam.

A doutrina evita dois extremos: negar a verdadeira humanidade de Cristo (docetismo) ou imaginar que a Encarnação diminui de algum modo a natureza divina, que permanece plena e imutável. Pelo contrário, o hino de Filipenses conclui exatamente o oposto do rebaixamento: "por isso também Deus o exaltou soberanamente" (Fl 2,9), de modo que a kenose se revela caminho, não perda, para a glorificação. É por isso a base bíblica clássica da espiritualidade da humildade e do serviço na tradição cristã.

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Fontes

  • Filipenses 2,6-11
  • Catecismo da Igreja Católica, nn. 461, 472

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