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Compêndio CatólicoCatálogo de consulta · fé, doutrina e vida católica
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Ritos Orientais

Igreja Greco-Católica Romena

Igreja bizantina de língua romena, unida a Roma em 1700 e depois suprimida e perseguida pelo regime comunista por mais de quarenta anos.

Família litúrgica
Bizantina
Região
Romênia (Transilvânia)

A Igreja Greco-Católica Romena (ou Igreja Romena Unida a Roma) nasceu da união firmada por sínodos realizados entre 1697 e 1700 na Transilvânia, então sob domínio dos Habsburgos, quando o metropolita Atanásio Anghel e o clero ortodoxo local aceitaram a comunhão com Roma sob condições explícitas: manter a liturgia bizantina em romeno e eslavo eclesiástico, conservar o calendário oriental, preservar o clero casado e não alterar suas iconóstases, vestes e tradições litúrgicas. Em 1701, o Papa Clemente XI confirmou a união e ergueu a sé greco-católica de Făgăraș-Alba Iulia.

Sob o regime comunista, a Igreja foi a única confissão religiosa formalmente proibida e teve todos os seus bens confiscados: em outubro de 1948, um sínodo forjado pelo governo declarou extinta a união com Roma, e em dezembro daquele ano um decreto oficial dissolveu a Igreja, entregando a maior parte de suas quase 2.600 igrejas à Igreja Ortodoxa Romena; todos os seus bispos foram presos entre a noite de 29 e 30 de dezembro de 1948. Perseguida e clandestina por 41 anos, a Igreja só pôde voltar a existir publicamente após a queda do regime comunista, em 1989, e vários de seus bispos mártires desse período foram beatificados pelo Papa Francisco em 2019.

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