Pecados
Vício
A disposição estável para o mal formada na alma pela repetição de pecados, que obscurece a consciência e corrompe o juízo concreto sobre o bem e o mal.
- Virtude oposta
- Virtude
Segundo o Catecismo, o pecado gera pecado: sua repetição — ainda que se trate de faltas veniais — engendra o vício, uma inclinação perversa que obscurece a consciência e corrompe a apreciação concreta do bem e do mal (CIC 1865, 1876). O vício é, assim, o oposto exato da virtude: enquanto esta é uma disposição habitual e firme para fazer o bem, adquirida ou infundida pela graça e reforçada pela repetição de bons atos, o vício é a mesma lógica do hábito operando em sentido contrário, como uma "segunda natureza" que inclina ao mal quase sem deliberação consciente.
Os vícios podem ser classificados relacionando-os às virtudes a que se opõem, ou reconduzindo-os aos pecados capitais que a experiência cristã, seguindo São João Cassiano e São Gregório Magno, distinguiu ao longo dos séculos: soberba, avareza, inveja, ira, luxúria, gula e preguiça (acídia), cada um deles capaz de gerar, por sua vez, outros vícios e outros pecados.
Mais de Pecados

Soberba
1º pecado capital
O primeiro e, para a tradição espiritual, o mais grave dos pecados capitais: o amor desordenado da própria excelência.

Avareza
2º pecado capital
Apego desordenado aos bens materiais e à riqueza, que fecha o coração à partilha e à confiança na providência de Deus.

Luxúria
3º pecado capital
Busca desordenada do prazer sexual, desligada do sentido unitivo e procriativo que a Igreja reconhece na sexualidade humana.

Ira
4º pecado capital
Desejo desordenado de vingança ou ódio ao próximo, distinto da indignação legítima diante de uma injustiça real.
