Pecados
Pecado Original
A situação de ruptura com Deus herdada por toda a humanidade a partir da desobediência dos primeiros pais, transmitida — não cometida — por cada pessoa ao nascer.

O relato de Gênesis 3 narra como o primeiro homem, tentado pelo demônio, deixou morrer no coração a confiança no Criador e, abusando da liberdade, desobedeceu ao seu mandamento, preferindo-se a Deus e, nesse gesto, desprezando-o. Desse primeiro pecado resultou a perda da santidade e da justiça originais em que o homem havia sido constituído, ferindo a natureza humana em suas próprias forças, submetendo-a à ignorância, ao sofrimento, ao império da morte e inclinando-a ao pecado — inclinação que a tradição chama concupiscência.
A Igreja ensina que esse pecado é transmitido a toda a humanidade "por propagação", não por imitação: cada pessoa nasce numa condição humana já ferida, e não por ter cometido pessoalmente uma falta. Por isso o pecado original é chamado "pecado" apenas por analogia — é um pecado "contraído", não "cometido" — e distingue-se claramente do pecado pessoal, ato livre de cada indivíduo. O remédio é o Batismo, que, embora não elimine as consequências da natureza ferida (como a própria concupiscência), apaga o pecado original e reintegra a pessoa na amizade com Deus.
Mais de Pecados

Soberba
1º pecado capital
O primeiro e, para a tradição espiritual, o mais grave dos pecados capitais: o amor desordenado da própria excelência.

Avareza
2º pecado capital
Apego desordenado aos bens materiais e à riqueza, que fecha o coração à partilha e à confiança na providência de Deus.

Luxúria
3º pecado capital
Busca desordenada do prazer sexual, desligada do sentido unitivo e procriativo que a Igreja reconhece na sexualidade humana.

Ira
4º pecado capital
Desejo desordenado de vingança ou ódio ao próximo, distinto da indignação legítima diante de uma injustiça real.
