Pecados
Imputabilidade e Atenuantes do Pecado
O princípio moral segundo o qual a responsabilidade pessoal por um pecado pode ser diminuída, ou mesmo anulada, por fatores como ignorância, medo, hábito ou perturbações psicológicas.
Tamanho do texto
O Catecismo ensina que a imputabilidade e a responsabilidade de um ato podem ser diminuídas, e até suprimidas, pela ignorância, a inadvertência, a violência, o medo, os hábitos, as afeições desordenadas e outros fatores psíquicos ou sociais (CIC 1735). Isso significa que a gravidade objetiva de uma matéria não equivale automaticamente ao grau de culpa subjetiva de quem a pratica: uma coisa é o mal cometido, outra é a responsabilidade pessoal de quem o cometeu diante de Deus.
Essa distinção é especialmente relevante para a gravidade do pecado mortal, que exige plena consciência e consentimento deliberado além da matéria grave: a ignorância involuntária pode diminuir, ou mesmo desculpar, a imputabilidade de uma falta grave, embora o Catecismo adverta que ninguém é considerado ignorante dos princípios da lei moral inscritos na consciência de toda pessoa (CIC 1860). É por isso que a tradição pastoral sempre insistiu que só Deus julga com plena justiça o interior de cada consciência.
Continue sua leitura

Terceira parte: A moralidade dos atos humanos e das paixões
Catecismo
O que torna um ato humano moralmente bom ou mau, segundo o Catecismo, e o papel das paixões — como a alegria, o medo ou a ira — na vida moral.

Terceira parte: A consciência moral
Catecismo
O Catecismo sobre a consciência moral como «núcleo secretíssimo» da pessoa, sua formação e a diferença entre consciência reta e consciência errônea.
A lei moral natural
Catecismo
O Catecismo sobre a lei moral natural: o senso moral, inscrito por Deus na razão humana, que permite discernir o bem e o mal antes de qualquer lei revelada ou civil.
A Igreja, Mãe e Educadora: o Magistério moral
Catecismo
O Catecismo sobre a autoridade dos pastores da Igreja para ensinar e discernir, à luz do Evangelho, questões de moral.
