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Compêndio CatólicoCatálogo de consulta · fé, doutrina e vida católica
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Pecados

Cooperação no Pecado Alheio

A responsabilidade moral de quem participa, ordena, aconselha, elogia ou deixa de impedir o pecado de outra pessoa, quando tinha obrigação de agir.

O pecado, ensina o Catecismo, é ato pessoal; mas a responsabilidade por ele pode ser partilhada quando cooperamos voluntariamente na sua realização (CIC 1868). Por cumplicidade entende-se o auxílio prestado à execução de um mal que outra pessoa já decidiu praticar; a chamada cumplicidade formal — quando alguém quer o pecado alheio ou presta uma colaboração que, por sua própria natureza, significa aprovação desse pecado — é sempre pecaminosa.

A tradição moral costuma distinguir diversos modos concretos dessa cooperação: mandar, aconselhar, elogiar ou aprovar o mal cometido por outrem, participar diretamente dele, calar-se ou não denunciar quando havia obrigação de fazê-lo, proteger quem faz o mal ou não impedir o pecado alheio podendo e devendo fazê-lo. Essa categoria liga-se de perto ao escândalo e às estruturas de pecado, lembrando que a moral católica nunca isolou completamente a responsabilidade individual do tecido de relações em que cada pessoa está inserida.

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