Parábolas
As Dez Minas
Um nobre parte para receber um reino e, antes de partir, confia dez minas a dez servos, cobrando depois de cada um os resultados de sua administração.
- Referência bíblica
- Lucas 19,11-27
- Evangelistas
- Lucas
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Perto de Jerusalém, quando muitos esperavam que o Reino de Deus se manifestasse de imediato, Jesus conta a parábola de um homem nobre que viaja a uma terra distante para receber a investidura de um reino e depois voltar. Antes de partir, confia uma mina — quantia equivalente a alguns meses de salário — a cada um de dez servos, dizendo: "negociai até que eu volte" (Lc 19,12-13). Ao regressar já como rei, presta contas: o servo que multiplicou dez vezes a mina recebe o governo de dez cidades; o que a multiplicou cinco vezes, cinco cidades; mas o que escondeu a mina num pano, por medo, é repreendido e tem até o pouco que tinha tomado dele (Lc 19,15-26).
Diferente da parábola dos talentos (Mt 25,14-30), aqui todos os servos recebem a mesma quantia inicial, o que desloca o foco não para a diferença de capacidades, mas para a fidelidade igual exigida de todos com o que lhes foi confiado. A narrativa inclui ainda cidadãos que odeiam o nobre e não querem que reine sobre eles, presente histórico velado à rejeição que Jesus, o verdadeiro Rei, encontraria em Jerusalém — cidade para onde a parábola é contada a caminho.
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