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Papas · 126º Papa

Papa Estêvão VII

Cardeal romano elevado ao papado por Marózia de Túsculo como solução de transição, até que o próprio filho dela pudesse assumir a sé.

Papa Estêvão VII
Sucessão
126º Bispo de Roma
Pontificado
929 – 931

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Estêvão VII (em latim Stephanus VII; Roma, c. 880 — Roma, 15 de março de 931), nascido de pai chamado Teudemund, foi cardeal-presbítero da basílica de Santa Anastácia antes de ser elevado à sé de Pedro. Foi eleito por volta de 3 de fevereiro de 929, sucedendo a Leão VI, num período em que o governo efetivo de Roma estava nas mãos da nobre Marózia, filha do senador Teofilato I e de Teodora. A historiografia costuma descrever esse intervalo como saeculum obscurum ou "pornocracia", em razão do domínio que as mulheres da família Teofilacto exerceram sobre a política romana e sobre a escolha dos pontífices.

A eleição de Estêvão foi conduzida sob influência direta de Marózia, que então consolidava seu poder: viúva de Alberico I de Espoleto e depois de Guido da Toscânia, ela se casaria ainda em 932 com Hugo de Arles, rei da Itália. Diversos estudiosos sustentam que Estêvão foi escolhido como papa de transição, uma solução provisória destinada a preencher a sé até que João, filho de Marózia, atingisse idade para assumir o papado. Com efeito, à morte de Estêvão sucedeu-lhe, em 931, o próprio João XI, filho de Marózia — segundo a tradição registrada no Liber Pontificalis e na Antapodosis de Liuprando de Cremona, havido de sua relação com o papa Sérgio III.

Pouco se conhece de seus atos. O Liber Pontificalis e a documentação posterior atribuem-lhe a concessão de privilégios a mosteiros, entre eles o de São Vicente no Volturno e dois conventos na Gália. Há ainda o registro de que, ao libertar-se da opressão de Hugo de Arles, Estêvão concedeu a Cante di Gabrielli o cargo de governador papal de Gubbio e o controle de várias fortalezas da região.

A validade de seu pontificado é objeto de debate, pois, tal como seu antecessor Leão VI, foi eleito quando o papa João X ainda se encontrava preso — se a deposição de João X for considerada inválida, também o seriam os pontificados de Leão VI e Estêvão. A data de sua morte, cerca de 15 de março de 931, é aceita pela maioria das fontes; especulou-se que teria sido assassinado, mas a hipótese não é unânime. Foi sepultado na Basílica de São Pedro. Sua numeração é problemática: por causa do papa-eleito Estêvão, que morreu antes da consagração em 752, o presente pontífice foi chamado Estêvão VIII pelas fontes anteriores aos anos 1960, época em que a numeração moderna (Estêvão VII) se firmou.

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