Vida Litúrgica
Os Paramentos Litúrgicos
Vestes usadas pelos ministros na celebração da Missa — amito, alva, cíngulo, estola e casula — cada uma com um significado simbólico próprio e uma oração tradicional ao ser vestida.

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As vestes litúrgicas do sacerdote celebrante, na ordem em que são vestidas, são: o amito, a alva, o cíngulo, a estola e a casula. A Instrução Geral do Missal Romano determina expressamente que a veste sagrada comum a todos os ministros ordenados e instituídos é a alva, cingida à cintura pelo cíngulo (salvo se, pelo seu feitio, a alva já se ajuste ao corpo) (n. 336); se a alva não cobrir perfeitamente a roupa comum em torno do pescoço, põe-se antes o amito. A estola é a faixa que marca especificamente o caráter do ministério ordenado, e a veste própria do sacerdote celebrante na Missa é a casula — também chamada planeta —, que se veste sobre a alva e a estola (n. 337). Nas normas da sacristia, a IGMR lista essas vestes como "alva, estola e casula" para o sacerdote, e "alva, estola e dalmática" para o diácono (n. 119).
Cada peça tem um simbolismo consolidado pela tradição. A alva (do latim alba, "branca") é a túnica longa que lembra a pureza do batismo; o cíngulo, cordão de linho ou lã, representa o domínio próprio e a castidade; a estola, posta sobre os ombros, é sinal do poder de ordem recebido — diz-se que evoca a "estola da imortalidade" perdida pelo primeiro homem; e a casula, que recobre tudo, simboliza o "jugo de Cristo", suave e leve, assumido pelo sacerdote. O amito, pano de linho posto ao redor do pescoço, foi interpretado, à luz de Efésios 6,17, como o "elmo da salvação".
Uma tradição devocional antiga, registrada nos missais e no Rituale Romanum, associa a cada veste uma oração rezada em silêncio no momento de vesti-la. Ao amito: "Impone, Domine, capiti meo galeam salutis, ad expugnandos diabolicos incursus" ("Colocai, Senhor, na minha cabeça o elmo da salvação, para repelir os ataques do demônio"). À alva: "Dealba me, Domine, et munda cor meum; ut, in sanguine Agni dealbatus, gaudiis perfruar sempiternis" ("Alvejai-me, Senhor, e purificai meu coração, para que, lavado no Sangue do Cordeiro, eu goze das alegrias eternas"). Ao cíngulo: "Praecinge me, Domine, cingulo puritatis, et extingue in lumbis meis humorem libidinis; ut maneat in me virtus continentiae et castitatis". À estola: "Redde mihi, Domine, stolam immortalitatis, quam perdidi in praevaricatione primi parentis". E, por fim, à casula: "Domine, qui dixisti: Iugum meum suave est et onus meum leve: fac ut istud portare sic valeam, quod consequar tuam gratiam" ("Senhor, que dissestes: 'Meu jugo é suave e meu fardo é leve', fazei que o possa levar de modo a alcançar a vossa graça").
A cor da casula e da estola não é escolha livre, mas segue o calendário litúrgico. Segundo a IGMR (nn. 345-346), a diversidade de cores tem por fim exprimir externamente o caráter peculiar dos mistérios celebrados e o sentido progressivo do Ano Litúrgico. As cores do Rito Romano são seis: o branco (glória, luz e pureza — Natal, Páscoa, festas do Senhor e de Nossa Senhora, santos não mártires), o vermelho (sangue e fogo — Paixão, Domingo de Ramos, Sexta-feira Santa, Pentecostes, apóstolos mártires), o verde (Tempo Comum), o roxo ou violáceo (Advento, Quaresma e, facultativamente, Missas de defuntos), o preto (luto, hoje em desuso e substituído pelo roxo) e o rosa, de uso opcional nos dois "domingos da alegria", Gaudete (III do Advento) e Laetare (IV da Quaresma). Na Idade Média, o futuro Papa Inocêncio III descreveu, no tratado De sacro altaris mysterio (fim do século XII), o costume já em uso em Roma, e o Missal de São Pio V (1570) consolidou o esquema das cores que atravessou os séculos.
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