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Compêndio CatólicoCatálogo de consulta · fé, doutrina e vida católica
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Jesus Cristo

A Flagelação e a Coroação de Espinhos

Antes de ser crucificado, Jesus é açoitado por ordem de Pilatos e escarnecido pelos soldados romanos, que o coroam de espinhos como falso "rei dos judeus".

A Flagelação e a Coroação de Espinhos
Tipo
Mistério da vida
Referência bíblica
Mateus 27,26-30; Marcos 15,15-19; João 19,1-3

Depois de ceder à pressão da multidão, Pilatos "mandou açoitar a Jesus" (Mt 27,26) — a flagelação romana, aplicada com um chicote de tiras de couro com pontas de metal ou osso, era um suplício severo, muitas vezes usado como preâmbulo da crucificação. Em seguida, os soldados levam Jesus para o pretório, vestem-no com um manto de púrpura, trançam uma coroa de espinhos e a colocam em sua cabeça, ajoelhando-se diante dele em zombaria e saudando-o: "Salve, rei dos judeus!" (Mt 27,27-29; Mc 15,16-19; Jo 19,1-3).

O que os soldados pretendiam como humilhação a Igreja lê, desde os primeiros séculos, como revelação involuntária: aquele escarnecido como rei é de fato o Rei, e a coroa de espinhos anuncia, às avessas, a realeza que se manifestará plenamente na cruz. São a segunda e a terceira estações dos Mistérios Dolorosos do Rosário, e alimentam devoções como a Hora Santa e as meditações sobre a Sagrada Face.

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