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Compêndio CatólicoCatálogo de consulta · santos, papas, doutrina e história

Nossa Senhora

Virgindade Perpétua de Maria

Doutrina de que Maria concebeu, deu à luz e permaneceu virgem para sempre — daí o título «Sempre Virgem».

Virgindade Perpétua de Maria
Tipo
Dogma
Ano
553

A Igreja professa, desde os primeiros séculos, que Maria concebeu Jesus permanecendo virgem («virgindade antes do parto»), que o deu à luz sem detrimento de sua integridade virginal («virgindade no parto») e que permaneceu virgem para sempre depois («virgindade depois do parto»). Daí o título «Sempre Virgem» (em grego, «Aeiparthenos»), já usado por Padres da Igreja como Santo Atanásio no século IV e confirmado conciliarmente em Constantinopla II, em 553.

A referência evangélica aos «irmãos de Jesus» (por exemplo, Mc 6,3) é lida pela tradição católica, apoiada em usos linguísticos semíticos do termo «irmão» — que também designava parentes mais amplos, como primos —, como não contraditória com essa doutrina.

Junto com a maternidade divina, a virgindade perpétua é professada como sinal de que a geração de Jesus foi obra do Espírito Santo, e não geração humana comum.

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