Crisma
A comunhão dos santos
A união espiritual que liga os fiéis que ainda peregrinam na terra, as almas que se purificam e os santos que já contemplam a Deus.
- Parágrafos
- CIC 946-962
O Catecismo, nos números 946 a 962, explica que a expressão «comunhão dos santos» tem dois sentidos que se completam: comunhão nas «coisas santas» — sobretudo a fé, os sacramentos e os carismas partilhados por todos os batizados — e comunhão entre as «pessoas santas», isto é, entre todos os que estão unidos a Cristo.
Essa comunhão une três estados da mesma e única Igreja: os fiéis que peregrinam ainda na terra, os que se purificam depois da morte (a Igreja purgante) e os bem-aventurados que já contemplam a Deus face a face (a Igreja celeste, os santos). Entre esses três estados há um intercâmbio real de bens espirituais, sobretudo pela oração e pela intercessão mútua.
Essa verdade sustenta práticas centrais da vida cristã: a intercessão dos santos, a oração pelos defuntos e a certeza de que nenhum cristão caminha sozinho — «rodeados por tão grande nuvem de testemunhas» (Hb 12,1), como recorda a Carta aos Hebreus.