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Compêndio CatólicoCatálogo de consulta · santos, papas, doutrina e história

Concílios · 20º concílio ecumênico

Concílio Vaticano I

Vigésimo concílio ecumênico (1869-1870): definiu o dogma da infalibilidade papal na constituição «Pastor Aeternus» e foi suspenso pela ocupação de Roma.

Posição
20º dos concílios ecumênicos
Anos
1869–1870
Local
Basílica de São Pedro, Cidade do Vaticano

Convocado pelo papa Pio IX pela bula "Aeterni Patris", de 29 de junho de 1868, o concílio abriu-se na Basílica de São Pedro, no Vaticano, em 8 de dezembro de 1869, reunindo entre 700 e mais de 750 padres conciliares ao longo de quatro sessões públicas e cerca de 90 congregações gerais. Foi o primeiro concílio ecumênico depois de Trento a completar-se com participação de bispos de todos os continentes, refletindo a expansão missionária do século XIX.

Em 24 de abril de 1870 o concílio promulgou a constituição dogmática "Dei Filius", sobre a fé católica e as relações entre razão e fé, contra o racionalismo e o materialismo então em voga. Em 18 de julho de 1870 aprovou a constituição dogmática "Pastor Aeternus", que definiu o primado de jurisdição do bispo de Roma sobre toda a Igreja e, em seu capítulo final, o dogma da infalibilidade papal: o papa, quando fala "ex cathedra" — isto é, no exercício de seu ofício de pastor e doutor de todos os cristãos, para definir uma doutrina de fé ou de costumes a ser sustentada por toda a Igreja —, goza, por assistência divina, da mesma infalibilidade de que a Igreja está dotada em suas definições.

No dia seguinte à aprovação de "Pastor Aeternus", 19 de julho de 1870, eclodiu a Guerra Franco-Prussiana, que levou à retirada das tropas francesas que protegiam Roma; em setembro, o exército do Reino da Itália ocupou a cidade, pondo fim ao poder temporal dos Estados Pontifícios. Sem condições de garantir a liberdade dos trabalhos, Pio IX suspendeu o concílio por tempo indeterminado em 20 de outubro de 1870. O concílio nunca foi formalmente reaberto nem encerrado; os temas que deixara pendentes, sobretudo sobre a Igreja, só seriam retomados quase um século depois, pelo Concílio Vaticano II.

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